20 fevereiro, 2009

(in)segurança que se ganha com o passar dos anos


Quando eu era mais nova escrevia coisas "depressivas" e do quanto a minha vida era monótona, sem sentido, sem carinho, sem amor, sem amizade, regada a músicas do tipo Dashboard Confessional e Linkin Park pra gritar pro mundo que eu não estava bem, que o meu pior estado era estar/ser numb (só olhar meu antigo blog pra saber do que eu estou falando).
Precisava de algum sentido na vida, queria fazer piercings, cortar o cabelo, pintar de cores fantasias, fazer tatuagens, me destacar no meio de um bando de pessoas iguais que me rodeavam e eu era obrigada a conviver.

Hoje já fiz tudo isso, tenho vários piercings, meu cabelo já foi de cores e cortes variados, fiz uma tatuagem e sim, sinto que não sou mais aquela, não sou só mais uma. Também não são mais as mesmas pessoas-iguais que fazem parte da minha vida.

Mas uma coisa permanece, continuo perdida, com muito mais caminho percorrido e escolhas feitas, mas as coisas ainda parecem distante pra mim. E o que me confortou foi eu ter lido em um blog de uma pessoa com mais de 30 anos, formada, que ainda espera algo que dê sentido a vida dela, isso de certa maneira me conformou, me fez ver que isso não é uma crisesinha de adolescente (tá, que com 21 anos já não sou mais considerada nenhuma adolescentezinha, mas enfim...)

E vou seguindo, crente de que algumas escolhas que ando fazendo são as certas, mas não vou mais me desesperar se chegar aos 30 e ainda não souber ao certo o que quero. Não vou mais me afetar quando perguntarem a minha idade e depois disso eu falar que ainda estou no primeiro ano da faculdade. Ainda há muito caminho a ser percorrido e muitas mudanças a serem feitas, vou com calma!

18 fevereiro, 2009

novo, de novo

Resolvi começar um blog novo, menos "diário", uma tentativa de exercitar um pouco o que estudo.
Mas aí o mundo digital conspira para que nada dê certo. A conexão da internet que sempre foi ruim, parece que hoje resolveu não funcionar de vez, o notebook que tava dando pra quebrar o galho, tá quase se quebrando, isso sim. Até meu celular resolveu travar (tá, isso não tem nada a ver com o blog). E ainda por cima tenho que me "segurar" pra não escrever assim no outro blog, eu consigo, aqui me liberto! hehe Males da (futura) profissão, escrever o que outras pessoas querem que você escreva, a hora que elas precisam. Estar perdida já virou um estado de espírito, procuro coisas pra me perder nelas. Preciso de uma sanidade, preciso de algo que me guie, já que no mundo real as coisas andam confusa aqui dentro dessa cabeça descabelada (melhor, sem cabelo mesmo), apelo pra um blog, é, quem sabe ele me faça enxergar os caminhos.

16 fevereiro, 2009

comecei com o pé esquerdo, shit.

04 fevereiro, 2009

03:51 A.M

começa um temporal lá fora, veio sem avisar, deve ter pego muita gente de surpresa! opa, esqueci, são quase 4 hrs da matina. Esses dias a chuva vem vindo muito de madrugada, aproveito que seu barulho faz calar pensamentos indesejados na hora de ir me deitar.

Boa noite

por (d)o sol

Sonhei que estava a caminho do pôr do sol, obstáculos e distância. tristeza. a escuridão tomou conta do dia me deixando cega, sentindo os animais a me rondar. As vozes sumiram, as cores se perderam no vazio do preto. A beleza que eu buscava foi ofuscada, não enxergo. não quero ou não posso?

21 janeiro, 2009

Família reunida





A tia de Araraquara ensinou a gente a fazer sushi, a tia de Bebedouro ajudou, a tia de São Paulo deu a palavra final sobre o sabor, a minha vó de Londrina fiscalizou.

Tias-avós, avó, primos, primos de segundo grau, sabe que nem sei o nome de ninguém, e se sei o nome não sei quem de fato a pessoa é. Família ê, família ah...

08 janeiro, 2009

Desapego


P:"você não tem apego nenhum, né Denise?"
R: Cabelo é cabelo, faz muita diferença sim, mas não deveria ser o essencial. Prefiro ficar careca do que carregar um monte de matéria morta, queimada e sem cor.

"Até o nosso sobrinho já tem o padrão da sociedade como guia, mulher é aquele ser de cabelos longos e voz fina, homem é quem tem cabelo curto e voz grossa" - comentário da minha irmã em relação ao meu sobrinho de 2 anos ficar claramente incomodado com o fato de eu ter raspado a cabeça.

Raspei a cabeça. O final de tudo, o que me restou para tentar chocar uma vez mais a todos! hahaha

18 dezembro, 2008

Todo final de ano a mesma coisa


Gosto disso de fazer uma retospectiva ;)
Finalmente comecei a cursar a faculdade, não a que eu queria, não aonde eu queria, mas tá, aprendi a me desapegar de nomes, de idealizações. Novos dons, novos ares, novas pessoas para se aprender a conviver. Depois de perceber que não era o mundo que não me compreendia, mas que eu é que devia mudar, as coisa melhoraram um pouco. Trabalhei feito louca por alguns dias, fiquei de exame em uma matéria, fiz vestibular pela trigésima vez. Aprendi a ser mais independente, menos influenciável. Mais um sobrinho de coração nasceu, mais amizades foram fortalecidas. Algumas coisas não mudam, como o fato da tpm me f**** a vida um mês sim, outro não.
Mas sabe aquilo de moral da história? acho que a desse ano é: O mundo muda, as coisas mudam. Uma bosta, ou não.

19 novembro, 2008

Escolhas erradas(?)


É frustrante. Fiz escolhas baseadas em alguns fatos, fatos deveriam ser fatos, mas eles estão mudando, passam a ser expectativas, promessas, planos que eu irei conscientemente negar, não por não querer, mas já fiz minhas escolhas, achei que era a única opção, agora outras portas se abriram, mas já não posso mais alcançá-las...

11 novembro, 2008

sábias palavras

"A Denise é o Fernando Henrique e o Ivan, a Ruth Cardoso".

A definição é da minha mãe, explicando para o meu pai o que os filhos caçulas resolveram prestar no vestibular esse ano.

05 novembro, 2008

5 de novembro


(remember, remember the 5th of November...)

Gosto de fazer aniversário, não pra ganhar presentes (não só isso pelo menos), mas eu sinto que esse fica sendo um dia meu, especial, o dia em que minha mãe me pariu, talvez ao acaso mas que faz a diferença na minha vida...

um dia compartilhado com muitas outras pessoas, é verdade, mas não me tira o mérito de eu escolher esse dia pra me sentir importante. O mesmo dia 5 em que eu completo 1 ano e 5 meses de namoro, o dia que foi instituido o dia nacional do designer e o famigerado 5 de novembro do filme V de Vingança.

O dia 5 de novembro que eu mais trabalhei na minha vida inteira (até hoje). e essa experiência toda de virar vendedora/"dona" de negócio tá sendo legal até. ao menos vou dar mais valor às pessoas que trabalham nesse ramo, o negócio é trash mesmo! ahhaha

enfim, 21 anos e finalmente algum tipo de responsabilidade que me leva aos meus limites físicos e psicológicos....

29 outubro, 2008

Mundar a vida(?)

A conversa no meio da tarde ele lá fumando um, eu aqui tomando uma(s). A hora em que a vontade de viver estava baixa, mas não havia a vontade de morrer. O amor está presente, muito bem. Mas falta algo, ainda não me encontrei. Incentivos para fazer o que quero, o que desejo. Medo, insegurança, comodidade. É, me conformo com a vida que tenho por aqui, com muitos amigos, com um namorado maravilhoso, mas ainda me falta algo.

16 outubro, 2008

Sobre os manés dessa vida



Que ninguém leva estudante de jornalismo a sério já tinha percebido, mas ficar com gracinha e tirando sarro da gente, isso me deixou puta da cara. Um mané qualquer, que nem jornalista é, trabalha na parte comercial ou sei lá o que e quis se mostrar superior. Ma - né!
E outro mané se encontrava no estúdio (no mesmo lugar citado acima), nosso querido "Tio Bila"! É por uma pessoa assim que eu anulei meu voto, mas o medo dele vencer a eleição e fazer merda nessa cidade de novo me faz dar meu voto pro outro mané que tá concorrendo com ele.
Ir para o cursinho, cheia de vontade *anrã*, e uns manés ficarem conversando durante a aula inteira, umas meninas ficarem rindo de tudo e fazendo gracinha pra professor e professor mais mané ainda que fica fazendo piadinha sem graça. Tudo mané!
Pedreiro que fica escutando música (de qualidade duvidosa) alta no quintal da sua casa e ainda por cima fica bisbilhotando. Mané.
Colegas de sala que acham que tem liberdade para ficar perguntando certas coisas da sua vida. Mané!
Professora que acha que a vida gira em torno da matéria dela. Mané!


o da foto é inquestionável...jackass...os caras mais manés dessa vida, mas pelo menos a gente ri de tamanha idiotice.

05 outubro, 2008

O dia em que anulei meu voto


Caminhando, despertava os olhares de quem passava por mim. Os cabelos, sempre os cabelos. Não demorou muito, os fones me isolando do mundo, ouvindo só o que queria. Cheguei, mais olhares, a cabeça estava pesada, cansada, pensando no que iria fazer mesmo quando chegasse naquela pequena sala em que se encontraria umas duas ou três pessoas e uma máquina aguardando para que eu digitasse um número válido, qualquer coisa que começasse com 13, 45, 50, 69, sei lá. Apareceria uma foto do candidato, sorrindo com aquela cara de político. A sujeira na rua me incomodou, pensei "não vou votar em cadidato que eu ver santinho jogado por aí". Fato: vi um de cada candidato, faltaram um ou dois, mas que não ganhariam meu voto de qualquer forma. Vereador, hein? quem? bosta, não sei o número de nenhum candidato. Pensei em tirar na sorte e votar no primeiro número de vereador que me aparecesse, mas não, menos digno ainda.
Anulei meu voto. Não, eu não tenho sentimentos anarquistas, não espero mudanças através desse meu ato, uma revolução, foi pura e simplesmente porque não tinha a mínima noção em quem votar.
Mas mesmo assim, quando saí da sala de votação, um sorriso quase involuntário surgiu em meu rosto, coloquei os fones de volta e me coloquei a caminhar de volta para casa.



alienação, burrice, ato idiota, falta de engajamento político, burrice, cegueira.... tanto faz, talvez seja tudo isso mesmo...

22 setembro, 2008

Memórias


a partir de fotos, cheiros, comidas, toques, texturas, músicas, sons, sensações. A memória da vida gravadas em outras coisas. Há lembranças que não se sabe se elas existem mesmo ou só estão gravadas ali por causa de uma foto. cheiros que sopram no ar, nos remetendo a lugares da infância. as músicas, as mais óbvias lembranças de algo. Tentaram me convencer que o déja-vu é um lapso na liberação de substâncias do cérebro ou qualquer coisa do tipo. ok, prefiro ficar na minha percepção fantasiosa de que esse sentimento é mágico mesmo, sensações de vidas passadas, talvez. não me tirem a alegria de fantasiar. não retirem de mim as fotografias mentais que tenho de tudo.

12 setembro, 2008


sou plantinha, balançando ao vento, mas crescendo em busca do sol e do melhor momento.
mudando, metamorfoseando, mas tenho minah essência, que construi, que me foi dada.
me reguem com suas boas companhias, me podem com comentários críticos.
Mas prinicpalmente, me amem por ser uma plantinha frágil, forte, carente, decidida.

05 setembro, 2008

Mú!

as pessoas se acham tão moderrrrnas!os comentários são iguais aos que meus avós fazem sobre as coisas. (mentira, só tenho uma avó viva e acredito que a mentalidade dela é mais aberta que de algumas pessoas que me rodeiam)











HIPOCRISIA

03 setembro, 2008

Acho que vou virar palhaça!

Convivência


não reparam que seu cabelo era roxo e agora está rosa.
não ligam se eu mando eles se fuderem a cada 5 minutos.
falam palavrão e te mandam a merda com igual frquência.
Posso falar o que eu realmente acho, sem medo de que fiquem ressentidos.
não têm TPM, eu sim.
não te ouvem quando estão concentrados falando de futebol.
não conseguem digitar um texto e ouvir seu comentário.
comentam que fulana é gostosa pra você.
não reparam que eu vou basicamente com as mesmas roupas para a faculdade.
não têm iniciativa.
são péssimo companheiros de grupo.
são todos mais novos que eu.

esses são alguns dos meus colegas (os do sexo masculino)de sala.



Já a mulherada (maioria absoluta da sala). Há dois tipos, basicament:
efusivas.
estudiosas.
é, as duas características não se encontram em uma única pessoa.

01 setembro, 2008

Sorria! Ria, meu bem!

Cérebro: o hipotálamo, centro de controle situado na base do cérebro, libera do organismo endorfina, com propriedades analgésicas e calmantes.


Nariz e garganta: o ar proveniente dos pulmões bate nas cordas vocais, que emitem sons incoerentes.As glândulas salivares e lacrimais aceleram sua produção e se descontrolam.


Rosto: os músculos do rosto se contraem, especialmente o risório e o zigomáricol. A tensão deste último pode dar uma aparência enganosa de sofrimento.


Coração: bate mais rápido. Após terem se estreitado, as artérias se dilatam, provocando uma sensação de bem-estar.


Tórax: os pulmões expelem enormes quantidades de ar, a grande velocidade. O diafragma se move, provocando fortes espasmos respiratórios em toda a caixa torácica.


Ventre: os músculos abdominais se contraem com força, o que é bom para a vesícula. Ás vezes, o esfincter se relaxa, ocasionando uma desagradável incontinência urinária.


Pernas: os músculos se relaxam e a pessoa se curva de tanto rir.


Pés: até os dedos dos pés se agitam.



Tudo isso provocado pelo RISO. "Rir é o melhor remédio" já diziam os antigos. É, "melhor rir do que chorar
"ou ainda é "rir pra não chorar". Ditados que existem desde os tempos antigos começaram a ser estudados por médicos e especialistas nas áreas de saúde. Mas ninguém precisa de algum "doutor" dizendo pra gente que um sorriso melhora o dia de qualquer um! =]

30 agosto, 2008

Diarinho



Sexta-feira, 29 de agosto.
Entrevista, explicações, anotações e assim a tarde foi. Agora estou aqui, sentada no gazebo de chá da praça que fizeram em homenagem ao Imin 100. Praça essa que o artista japonês retratou em um quadro feito com grãos de arroz. Quadro esse que está na sala ao lado do entrevistado da tarde. Entrevistado esse que encheu minha cabeça de informações. Informações essas que vão ter que virar uma matéria pro jornal mural.

O engraçado é que os acontecimentos não acabaram ali. Conversar com alguém desconhecido no calçadão, alguém desconhecido vir me perguntar do meu cabelo, algum mané vir com papo de "eu não quero ser mais um anônimo em sua vida, prazer, meu nome é X" (é, nem lembro o nome do cara), conversar com um cara com um instrumento nas mãos e descobrir que o Toquinho fez um show aqui e eu nem sabia. Ir ao bar com amigos do namorado achando que ia ser meio constrangedor, que ia faltar assunto e no final ter trocado altas idéias, se divertido muito e principalmento comido muito!
Dia legal.


Sábado.

Ir ao lago, ir à pedreira. No final não vemos o potencial da cidade, que o lago pode oferecer lugares pra lazer, que é um lugar bonito e definitivamente deveríamos ir mais lá. A pedreira, surreal, não parece que estamos em Londrina. Um buraco no meio da paisagem, feita pelos homens, mas um lugar belo. Alturas, pedras, um pequeno lago, lugar que parece ser feito pra canalizar energias. O clima ajudou bastante, sol forte, céu azul e um ventinho refrescante. Não ficamos muito tempo em nenhum dos lugares, mas foi o suficiente pra lembrar que a vida me reserva muita coisa ainda, que não há razão para que eu fique com sentimentos deprês....

27 agosto, 2008

Primeira vez


Escrever, redigir, corrigir, ler, editar, ligar, entrevistar, fotografar, apurar, confirmar, estressar. Uma rotina se instaura e olha que sou só uma mera estudante de jornalismo. Falar ao telefone, ai que tarefa difícil! Nunca gostei muito de telefone, me acomodei a frieza(?) da comunicação virtual.
Ensaio o que vou falar ao telefone algumas vezes antes de pegar o aparelho e conferir mais umas tantas outras o número discado. A primeira entrevista ao vivo foi...foi...sei lá, foi! Errei a entrada do local, não sabia como funcionava o estacionamento, mal sabia chegar lá. Não sabia o que perguntar exatamente, fiquei com vergonha de pedir que ela repetisse as respostas, tive alguns problemas com repetição de idéias, fiqui claramente atrapalhada. Não foi a primeira matéria produzida, mas foi a primeira ida ao encontro de um entrevistado. Mas com isso vou me conhecendo, vejo que meus limites se expandem bem mais do que eu imagino.


que isso se reflita em outros aspectos da minha vida.

19 agosto, 2008

Carnerolobo


Os lobos devoram a alma dos carneiros. Os carneiros se transvestem de algodão. Se outrora era o lobo que se transvestia de carneiro, hoje os carneiros viraram carnívoros. O lobo, coitado, ficou a comer o pasto deixado pra trás.
A menininha lorinha, de cabelos enroladinhos que antes saltitava alegre e cantante pelos campos foi devorada por um dos carneirinhos, filhote ainda.
A carcaça de um lobo deixada pra trás revela sua verdadeira essência: um carneiro com o coração amargurado. Mas já não se resume a isso, agora são os carneiros que sao lobos de corações enegrecidos. Se os lobos eram carneiros e agora os carneiros são lobos, eles são todos da mesma essência.
Negro. Macabros. Malditos e malvados.

14 agosto, 2008

Sobre as coisas que me deprimem


Mais uma vez a uel conseguiu me deprimir. Ouvir Nine Days me deixa pra baixo, apesar de ser "meio" alegrinha. Achar vestidinhos maravilhosos mas que valem os dois rins me deixam desanimada e indignada. Ficar na internet encarando a tela me deixa entorpecida. Assistir a uma aula de filosofia com o professor passando mensagens que o são encaminhadas através de e-mails me deixam aérea (ok, eu adoro o professor mas aquilo é foda). Olhar sapatos-boneca (meu mais novo objeto de desejo) na internet e saber que vou ter que rodar meia Londrina pra achar algum parecido me deixa cansada. As pessoa com quem convivo diariamente me deixam em um estado que nem eu sei definir, sou mais verdadeira, mas ao mesmo tempo criei uma nova versão de mim desde que começou as aulas.

13 agosto, 2008

acha que é bonito ser feio

Não entendo até hoje porque contar que matava aula, que colava em todas as provas, que não respeitava professor, que era um aluno bagunceiro ou qualquer coisa do tipo é prova de que aproveitou o colégio, ou que era o fodão.
É, eu sempre fui quieta na sala, não tinha vontade (coragem) de matar aula, não sabia colar/passar cola.
É, e depois que brasileiro ganha fama pelo seu "jeitinho" acham ruim...


sim, fico com discursinho caxias, mas ando me irritando com tudo/todos ultimamente (sempre)

08 agosto, 2008

Vícios e reconhecimentos


Fotografia está se tornando uma coisa cada vez mais apaixonante, mas parece que não há reconhecimento algum por parte de ninguém, na verdade a maioria das pessoas nem sabe das fotos que eu tiro apesar de estarem expostas em um site de conhecimento público. Sinto que sou um fracasso quando paro e penso que tenho esse blog o qual pouqíssimas pessoas leêm, o flickr que quase niguém acessa, um orkut que não recebe scraps e mais ainda quando vejo que é o virtual me dando depressão real.
Exercitar as escritas: a das palavras e a da luz, é o que me resta...

31 julho, 2008

1


Um dia que deveria não existir.
Outro dia que não queria ter vivido,
dias em que a vida se esvai.
O cheiro das flores, o ar pesado com sentimentos,
a fumaça do incenso toma conta do lugar;
Morte...

A árvore ao vento, a menina no meio da multidão. A árvore recebe as carícias, a menina tenta abstrair toda aquela dor. O vai-e-vem das folhas distrai a menina que durante uns segundos consegue sorrir, imaginar que agora eles estão lá, na imensidão do céu azul, cuidando de nós. O movimento das folhas foi com o último tchau dado por eles.

28 julho, 2008

Perda

Um pouco mais de um mês e a mesma 'rotina' se instaurou: visitas ao hospital, orações, correntes de orações, velório na seicho-no-ie, passar a noite em claro, missas e finalmente o enterro, o mesmo cemitério, o mesmo lugar. Dois irmãos que deixaram o mundo material, dois pais que deixaram filhas e esposas, dois tios que deixaram a família inteira em estado de choque. Uma tia na UTI, a mesma que sofreu com a perda do marido um mês atrás. Todos da família estão confusos, perdidos. Eu não sei o que pensar, como reagir a isso tudo. Meu corpo reflete o estado de espírito, febril, dor no corpo, estômago revirado, o que não verbalizo se manifestando silenciosamente... Confusão mental generalizada. Nunca fui muito religiosa/espiritualizada, mas agora peço a Deus que dê forças para que entendamos isso e um dia, quem sabe, consigamos superar.

22 julho, 2008

Sonhos (esse de quando a gente dorme mesmo)


Enquanto estou sonhando tudo parece tão real, mas ao mesmo tempo sei que é um sonho e tenho a sensação de que quando acordar vou lembrar de tudo e poder contar o quão maluco foi para o namorado. Mas não é assim, parece que no momento em que abro os olhos pela primeira vez, aquela imagem clara e nítida se transforma em algo embaçado e todo embaralhado.

Não sei ao certo o que sonho todas as noites, mas sei de uma coisa, ando acordando meio atordoada, sinto que são coisas agitadas, acordei tensa, segurando o cobertor apertado nas mãos e com o corpo contraído. Uma coisa que anda sendo recorrente é eu (tentar) bater em alguém. Acho que ando reprimindo muita raiva das coisas hahahaha e ah, o "tentar" bater ainda por cima é porque eu nunca tenho força o suficiente pra machucar as pessoas ou fazer algum estrago considerável por assim dizer.... Além de tudo sou frustrada porque nem em sonhos consigo bater em alguém hahaha.

Mas sonhos sempre me intrigaram, houve épocas em que eu tinha quase o mesmo sonho todas as noites e esses tempos comecei a sonhar coisas que sinto que já sonhei antes. Não sei se acredito em significado dos sonhos como dizem por aí, mas que eles querem dizer algo, ah isso querem...

07 julho, 2008

É, tô velha


É quando você percebe que a sua "priminha" está indo aos mesmos lugares que você já foi. É quando você olha as fotos das pessoas que estudaram no mesmo colégio que você, que eram beeeeem mais novos (ou nem tanto assim, mas quando se está no colegial a gente se acha). É quando as amigas começam a ter filhos (tá, meio cedo, mas mesmo assim). É quando você olha pra um grupinho de pessoas e pensa "que bando de pirralho, eu fazia isso quando tinha 15 anos de idade". É quando você se dá conta que a sua formatura de 3ªº já foi fazem dois anos. É quando você está em seu primeiro ano de faculdade junto com uma "molecada" recém saida do 3ªº. É quando a maioria de seus amigos já têm carteira e saem de carro. É quando não se migra mais de bar em bar, a pé, para ver se "cura" a bebedeira com a caminhada e chega em casa menos mal. É quando não se aguenta mais beber dois dias seguidos. É quando varar a noite passa a ser uma tarefa árdua e que exige um mega esforço. É quando se percebe que os "irmãozinhos" daqueles que estudaram com você estão entrando na faculdade. É quando você acha que é tão nova ainda, mas aí a irmã mais velha vem lembrar que eu não sou mais nenhuma adolescente. É quando você sabe que não é mais adolescente coisa nenhuma, mas que ainda faz as mesmas coisas estúpidas. Mas o melhor disso tudo é saber que realmente eu melhorei e não sou mais aquela adolescentezinha nerd com medo da vida. É, tô velha, mas melhorei em muitos aspectos. Parar pra pensar no que eu não fiz é que me deixa assim, com esses espírito.

05 julho, 2008

Tristeza de vestibular (de novo)

O sentimento de derrota ainda me persegue. Sim, estou onde deveria estar, curtindo o que estou fazendo. Mas, sempre tem um mas em minha vida, não estou completa, o passado volta à tona direto. Seja conversando com o namorado, com os amigos, explicando pras pessoas que não, não estou fazendo jornalismo na Uel e sim na Unopar. Que sim, fiz dois anos de cursinho mas não deu, tive que ir pra uma particular. Que não sei se tento tranferência, se tento vestibular de novo, se tento outro curso, se faço noturno, se tranco a matrícula, se abandono e volto depois. Naõ sei de muita coisa, na verdade. E não sei quando vou parar pra pensar nisso, me acostumei com os dois anos que estava fazendo cursinho que tinha um único objetivo e não pensava muito na possibilidade de nada der certo. Pois não deu e cá estou, cheia de dúvidas, cheia de expectativas e cheia de medos (de novo).











A data da inscrição do vestibular da Uel já foi divulgada, a lista de livros também, mas não tenho certeza do que quero e tenho medo de tomar qualquer decisão.

02 julho, 2008

HourGlass


Sentimento de tristeza, saudades de quem passou pela minha vida, vontade de voltar e abraçar a pessoa, dizer o quanto ela foi importante pra mim e o tanto que eu quero que ela ainda seja importante. Distância, tempo, afastamento, a vida. Elas foram, seguiram a vida delas, eu a minha, cada uma a seu tempo. Triste fim para uma amizade, olhar uma ao perfil da outra imaginando como está e sem coragem de chamá-la para sua lista de amizades, sem coragem de mandar um “oi”, mesmo que virtual.
Será que eu fiz parte da vida das pessoas como elas fizeram da minha? As lembranças dos lugares, dos fatos, estou eu inserida neles? O meu tormento, nunca saber a reciprocidade. Será que noto tantas pessoas sem que ao menos elas saibam da minha existência? Sim, é claro. Mas e amizades, experiências vivenciadas juntas, será que estão tão vivas nas memórias delas como na minha?
Sei bem de mim, ou nem tanto assim, mas ainda assim quero saber dos outros.

23 junho, 2008

...


Sinto um vazio aqui dentro. Ontem ouvi tanta coisa que não queria, mas que mereci. falei tanta coisa que não queria mas que saíram. É estranho pensar em não te ver, pensar que não vou poder te ligar pra dar boa noite. As pessoas me fazem falar de você e cada vez que ouço seu nome é como se mais uma vez eu lembrasse de você indo embora. Se ao menos eu tivesse lido o e-mail um pouco antes, se eu não tivesse lido ele só hoje, só agora de manhã, já com os olhos inchados e sentimental... ah se eu tivesse lido antes.... eu não quero mais chorar, não quero pensar em você e chorar, não acabou, você me garantiu isso, por enquanto eu me apego nesse sentimento de esperança, por um tempo vou ter que saber lidar com isso.... Só espero que quando for a hora, o melhor para nós dois aconteça....

19 junho, 2008

Imin 100


Não se preocupem não vou falar sobre as sagas dos japoneses no navio Kasato Maru, quando chegaram em Santos, o como são vitoriosos, como contribuiram para a formação cultural do Brasil...
Não que isso não mereça ser falado, mas em tempos de Imin 100 em que todos descendentes de japoneses tem que ter alguma história pra contar, tem que conhecer alguém que foi influente na época da colonização, tem que saber da cultura dos ancestrais, e etc... eu me irrito e me sinto desapontada comigo mesma.
Não sei falar/ler/entender NADA de japonês, tá sei algumas palavras, mas nada além da obrigação. Não tenho contato com a tradição/cultura japonesa. Não leio mangás, não gosto de animes, acho um tanto quanto ridículo essa coisa de cosplay. Não oucho J-pop/J-rock. Não danço bondori nem matsuri dance. Mal sei o significado do sobrenome da família, da história dos meus tão ditos ancestrais. Não que eu odeie ouvir essas histórias, mas acabei simplesmente me afastando de mais disso tudo. A maioria dos meus amigos não são japas. Sempre tive preconceito com o povo descendente que anda em bando fechado, uma "colônia" japonesa. Talvez tudo isso seja dor-de-cotovelo por não ter contato com tudo isso, mas na verdade acho que nunca me interessei direito e sempre fui muito "revoltada" para querer me integrar.

E em tempos de Imin 100 o que me deprime mais é ver que eu com tanto na mão, tanto a se fazer e não faço nada. Me comparo às senhoras e senhores de idade que foram voluntários na organização da expo Imin, que são senseis, que ensinam, que aprendem e eu presa em uma rotina ditada por mim mesma....

13 junho, 2008

fases


Segunda-feira, 12 de junho de 2006
Dia 12 de junho. Por algum motivo que desconheço e que não tenho interesse em saber é dia dos namorados. Estranho, na maioria dos países por aí essa data é em fevereiro. Brasil, amado, louvado, país do futebol, e suas estranhezas. País do futebol, aí outra coisa que me deixa indignada. Como nós somos patriotas, vestimos verde-e-amarelo dos pés a cabeça, enfeitamos as ruas com bandeiras e papéis picados que vão ser descartados logo que o efeito da droga anesteziadora que é a copa acabar. Não adiante me rebelar, é cultural e mundial. Tem um efeito interessante essa tal de copa, quando ela começa o mundo fica lindo, os países se unem por um bem maior. Em qualquer meio de comunicação existe o tal assunto. Capitalismo selvagem, qualquer data comemorativa se torna em mais uma data para se gastar dinheiro. Capitalismo que não tem volta. Estamos fadados a essa política. Não acho de todo mal. Pensar em qualquer outro tipo de governo é utopia. No fim eu mesma não estaria vivendo do jeito que vivo se não fosse o capitalismo, talvez estivesse melhor, ou pior. Nunca saberei. Meu maior problema é a falta de uma tal ideologia, não sei no que acredito realmente, só sei que sou contra muita coisa. E é muito mais que a minha revolta contra a copa, contra o dia dos namorados, é um sentimento de insatisfação, de querer algo e nem saber o que. Talvez seja só TPM, talvez semana que vem eu esteja rindo das besteiras que já fiz. Ou, estarei bem pior, não estando mais aqui. É covardia e covarde sempre fui. Covarde até pra cometer uma covardia maior.

Terça feira, 12 de junho de 2007

Não sei bem se é medo, se é receio de me perder em algo que desconheço, mas acabo adotando medidas que tomo como verdadeiras só para não precisar fazer certas coisas. Ando tão encantada com ele que me perco em palavras e acabo me fechando em carrancas mal-resolvidas. Não, não estou dizendo coisas sensatas, mas desde quando se é sensato quando se encontra em estado de graça com alguém?! Gosto de sua companhia, você faz as minhas manhã melhores e menos estressantes. Tá, clichês a parte, gostaria de me entregar com mais profundidade, não criar essas paredes que insisto em levantar perto de quem eu gosto. As minhas palavras acabam sempre soando um pouco tristes demais, mas estou feliz, você me faz feliz e não queria sentir essa vergonha de falar as coisas, mas saiba que mesmo que eu não em expresse verbalmente haverá sempre esse sentimento pulsando em mim.Feliz dia dos namorados! .^^


Quinta-feira, 12 de junho de 2008
É, você mudou a minha visão, você me fez mudar. me ajudou a evoluir, está sempre ao meu lado, me elogiando e criticando quando necessário, você não tem noção de quanto uma crítica sua vale! as mais construtivas por mim já ouvidas, ou que eu resolvo ouvir. A minha rebeldia contra as coisas evoluiu, estão mais fundamentadas e menos cheias de "rebeldia juvenil".
O dia dos namorados foi maravilhoso, foi sim um dia de amor, de carinho, de cumplicidade, de sentir o quanto amo uma pessoa, tão forte esse sentimento. Com você, sou uma pessoa melhor (sim, clichês de filmes românticos são bem vindos agora! haha) Já escrevi tantas coisas pra você, e pensando em você, que tudo o que sai aqui você já ouviu da minha boca, já leu em algum lugar, mas ainda assim gosto de repetir o tanto que você me faz bem, do tanto que amo você, de como você é um marco na minha vida e me fez evoluir!
Amo muito você Daniel Ishigaki!
.^^

09 junho, 2008

Reciprocidade


É, funciona.
Parece besta, mas não é sempre que eu acredito nessas coisas que todo-mundo-fala-e-todo-mundo-sabe-que-é-verdade.
Leveza numa segunda-feira, sem mau-humor, com indignações de sempre; sem perder o controle, no entanto.
Escolhas e fatos impostos. Tudo depende do que você espera das coisas. Do que faz para acontecer. O "eu" tem bem mais importância do que se imagina. Não o egocentrismo, mas a conscientização de que basicamente tudo o que acontece com você é fruto de atos passados, presentes e será do futuro.

26 maio, 2008

pseudo-insônia

domingo, 2 horas da manhã, ou seria segunda às duas da manhã?!
Uma pseudo-insônia, já que o meu problema mesmo é a falta de vergonha na cara pra ir deitar na cama, dormir e acordar, enfrentar a vida, o mundo, a mim mesma. Mudar, todo dia. Permanecer, quase nunca. Ser estável não é uma coisa fácil e nem deveria ser padrão, mas a instabilidade também me corrói.
mas o que me resta é viver da forma que posso, que preciso, que sou.

05 maio, 2008

1+1 = 2













sim, números que se complementam, nada comparado aos "dois patinhos na lagoa" mas esses dois palitinhos já trazem a felicidade. Números são tão.... matemáticos, mas dizem que há uma equação da paixão, do amor, não sei, sei que a minha se resume a isso D+D=D², talvez não esteja matematicamente correta, mas que é a minha verdade absoluta, isso é. Que esses palitinhos engordem logo e virem outros números, maiores e mais gordinhos.

te amo muito! .^^

25 abril, 2008

Umbiguismo


Maturidade? cadê?! Nunca chegou perto daquelas pessoas, umbiguistas (sim, há o egocentrismo e o umbiguismo, ao meu ver, o umbiguista é pior, não é mais o ego somente, é o próprio umbigo que está em jogo definição minha, piras minhas). Pessoas mimadas, provenientes todas de uma mesma esfera social, que conhecem os mesmo grupos de pessoas. Não só a idade que dificulta o entendimento da vida e o dicernimento das coisas, a cabeça, a mentalidade além de tudo é diminuida, ficar posando de "drogadinho" pra não se equivaler aos outros, de "anti-social" para não se dizer feliz e saltitante como outros, mas no final a essência é a mesma, e eles fedem! todos fedem a hipocrisia, a falta de consciência, a umbiguismo generalizado!

16 abril, 2008

é tarde, ou cedo de mais.


Sempre foi assim, mas ela não quis ver, não quis aceitar e encarar a verdade. Toda vez era a mesma ladainha, sempre a mesma peça (dramática) acontecendo. A protagonista se descabelava, bebia, fumava, gritava. Os figurantes sempre só olhavam assustados, se afastavam para não serem atingidos por uma baforada de desaforo, uma rajada de xingamentos. Mas a humilde servente, supostamente a fiel escudeira está sempre lá, a servindo, aguentando as pancadas, sendo o colchão de ar das quedas propositais. Haverá um dia em que a queda será grande e no chão duro! com a cara no chão, há de haver pessoas rindo sem prestar ajuda alguma, inclusive a que sempre serviu de colchão...

10 abril, 2008

Medo

é esse meu medo. meu medo de não estar fazendo a coisa certa. meu medo de estar no caminho errado e sem volta. medo na vida. medo nas pequenas coisas. meu medo de altura. meu medo de fazer um "flick". meu medo do "petit volant". meu medo do desconhecido. meu medo de ousar. meu medo de ser verdadeira. meu medo de me arrepender. medos tão comuns ao de vocês. medos tão estranhos à vocês. meus medos de tudo dessa vida. meu medo de não viver. meu medo de viver de mais. meu medo de tudo o que se mexe. meu medo do que não se move nem um centímetro. meu medo. meu e só meu. mas que muitos compartilham. alguns escolho por sim, alguns prefiro que não.

10 março, 2008

O ódio do ócio

Não sei o que me incomoda mais, o fato de eu ter que ler mil coisas, escrever mais outras mil, pesquisar uma coisa e outra ou ... ficar no ócio. O vazio do dia; o não produzir nada; o passar do tempo sem sentido; a morte do tempo, lenta, gradual.
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Cansada já, do nada e do tudo, de ter e ter que abrir mão, de não ter e não querer.
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Cansada
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.
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T
P
M

23 fevereiro, 2008

O começo do fim e o fim do começo

O fim
Sexta-feira passada eu fui em uma formatura, quinta-feira agora, em outra. Mês que vem tem mais uma. Três formandos bem distintos. Ver as pessoas se formando, festando juntos pela última vez , vendo alguns amigos pela última vez, tirando fotos para o álbum, tirando fotos, se emocionando. Eu me emociono, é um misto de alegria por eles e apreensão por mim. Quando for a minha vez, como vai ser? será que vou me divertir tanto quanto eles pareceram se divertir, ter amigos de verdade pra abraçar na festa de formatura e se emocionar junto, olhar pro rosto dos formandos e ver a felicidade estampada, querer guardar aquele momento pra sempre na memória, olhar as fotos e sentir uma saudade imensa, mas que impulsiona, não segura. Não tenho boas lembranças da minha formatura de ensino médio, então fico querendo que a da faculdade, ao menos, seja a mais próxima do perfeito possível.
O começo
Sexta-feira agora fui no primeiro churrasco de jornalismo da minha sala, veteranos e calouros. Achei tantas coisas, que não iria me divertir, que não conseguiria me socializar com ninguém, enfim, meus 'diabinhos' falando na minha cabeça. E no final é engraçado perceber que as pessoas me viram mesmo quando eu me considerava invisível, gente que sabia meu nome sem eu ter sequer conversado com elas, me diverti. Conversei um pouco com todos, me deixei ser analisada, ser julgada sim, afinal fiz isso com os outros, mas dessa vez pelo menos pude ter algum contato. Encontrei pessoas com as quais eu possa ter alguma afinidade e outras que realmente são menos compatíveis com a minha personalidade. É, isso é definitivamente o começo de algo, bom ou ruim, só o tempo dirá (mas com um esforçozinho da minha parte, será ótimo).

Desculpas pública ao namorado e à amiga que me "perderam" para o churrasco

16 fevereiro, 2008

Criticai-vos uns aos outros

É a merda do moralismo. Critico a tudo e a todos, mas quando o fazem comigo acho um absurdo, uma falta de ética. Não consigo evitar, na verdade eu até gosto de julgar os outros pela aparência, tentar adivinhar a pessoa pela roupa que usa, pela forma que se expressa em meio a um grupo. Às vezes acerto, muitas vezes não, mas eu me divirto assim, descubro que muitas pessoas são estereótipos mesmo, mas que outras são muito mais complexas do que eu achava. E assim vou, tentando descobrir as pessoas sem mesmo conhecê-las, muitas vezes crio barreiras intransponíveis, mas que no final descubro ser mais flexível que eu. E muitas vezes eu subestimo os outros, os acho um tanto quanto "burros" e na verdade, eu é que estou sendo extremamente ignorante com tal pensamento.




e viva a sociedade em que vivemos em que tudo se resume a aparências!

24 dezembro, 2007

feliz natal, então

é véspera de natal e eu estou aqui encarando as pocinhas que minha lágrimas formam no chão. a família reunida, dia de festa, comida farta. e lá fora, não muito longe, o moleque descalço, com a camiseta rasgada está pedindo dinheiro no sinal, se encolhendo nos cantos nas noites mais frescas. hipócrita, sim, todos somos. mas às vezes só queria poder ser verdadeira e dizer o que realmente penso, não ficar tolerando priminha pentelha porque temos que manter a aparência; idem para as tias/tios chatos e irritantes. não posso nem falar que preferiria estar com meus amigos de verdade em algum bar porque não sinto que os tenho. queria ter a coragem suficiente de sair por aí, igual a gente vê nos filmes, de dar comida para os pobres, ajudar os desamparados e esses clichês todos, mas que nunca experimentei. ou de fazer alguma loucura, sumir durante um dia, voltar e nunca mais falar sobre o assunto, sem perguntas do que eu fiz, sem me questionarem o porquê.
mas já que não vou fazer nenhuma dessas coisas vou ficar aqui em casa, sendo falsa, hipócrita e decepcionando meus pais.
e um FELIZ NATAL para todos.

05 dezembro, 2007

Meio ano


Dia chuvoso, chuva de verão. Tô ouvindo Pato Fu - Tudo vai ficar bem (?!). Sei lá, tô falando com você no msn, falando amenidades, nada sério, mas uma conversa que com você é gostosa, até falar sobre o tempo é bom. Tá calor, mas me falta o seu calor. É, 6 meses depois daquele dia, dia que eu não estava bem, mas você (como sempre) conseguiu me animar. Hoje eu não estava bem, mas adivinha? você me fez bem, me entendeu mesmo quando não há o que se entender. e pode deixar que um dia a gente ainda vai de Biz pra praia! ihihihihi

01 novembro, 2007

Olhar pra trás

Sempre achei que seria melhor viver enterrando o passado pra nunca mais deixar fantasmas desse tipo me assombrarem. Mas agora chego a conclusão de que na verdade o melhor mesmo é olhar sempre pra trás, ver como estou diferente, como eu realmente mudei, ver que o mundo a minha volta não mudou tanto assim, mas eu mudei o jeito de olhar pra esse mundo. A minha personalidade não muda, mas descubro novas facetas dela. Me surpreendo, mas às vezes sei que no fundo só faltou um pouco mais de força de vontade mesmo (ok, a presença de uma pessoa me apoiando fez muita diferença, mas não é o motivo por inteiro).
Sábado teve "social no clubinho". Não foi a mesma coisa, as pessoas não são mais as mesmas, o clubinho não é mais o mesmo, eu não sou mais a mesma, de vez em quando dá uma nostalgia da época mais 'porra-louca' no clubinho, mas agora as coisas são diferentes, já estava na hora, né.
É, meu aniversário tá chegando, 20 anos de idade posso garantir que mudei mais do que em minha vida inteira nesses últimos 5 meses. Isso é bom, muito bom, na verdade, mas acho que andei me afastando de pessoas que parecem ter parado no tempo e insistem em não querer evoluir, direito seu, não sou eu quem vai te alertar quanto a isso.
Mas é, olhei pra trás e gostei do que vi, porque tudo me define hoje e hoje eu gosto do que eu vejo no espelho.

18 outubro, 2007

Novos ventos


Hoje falta um pouco menos de um mês pro meu Xº vestibular (já não lembro de é 3º, 4º...não importa). Estou relativamente tranquila apesar de ter perdido a noção de o que é estar estressada, estar nervosa ou já nem ligar mais e estar anestesiada. Não sei, acho que no final estou sim mais confiante, mas nervosa pra caramba, mas estou bem e sorrindo.
Arranquei um tampão do meu dedão do pé esquerdo, minha panturrilha da perna direita tá fudida, ou seja tô andando toda torta e mancando, mas estou bem e sorrindo.
Meu cabelo não me agrada mais, está todo ressecado, desbotado, mas prometi a mim mesma que não vou mais mexer nele, apesar de ter-se criado uns mullets que eu abomino, mas estou bem e sorrindo.
Estar bem e sorrir vai além do que está acontecendo em sua vida, é o estado de espírito em que você se encontra. (é, isso tudo soou como e-mails de auto-ajuda encaminhado, e tem que se levar em conta que eu estou dopada sob o efeito da tpm, ou seja, meu humor anda instável ao cubo, o Dani que o diga)
Senti vontade de escrever algo, tirar as teias de aranha do blog e deixar declarado aqui que andei perdendo alguns de meus vícios, a internet mesmo é um bom exemplo, parei de fumar faz mais ou menos 1 mês e estou com o mesmo corte de cabelo faz um bom tempo hehehe.
É, o ano vai passando e eu mudei um pouquinho e me sinto confiante pra dizer que ano que vem estarei na UEL toda feliz e faceira no curso de jornalismo.

30 julho, 2007

Brinquedo Assassinado


As minhas brincadeiras de criança foram como de todas as crianças, imagino. Barbie, boneca, casinha...O que me intriga é lembrar que quando eu brincava de casinha, eu não imaginava cenas felizes, da 'filhinha' feliz, comendo a papinha que a 'mamãe' preparou com carinho. Lembro que certa vez, por algum motivo bizarro eu falei que a minha 'filha' havia caído do escorregador, batido a cabeça e entrou em coma (!). Com as barbies, não era diferente, o ken sempre 'me' traía com a minha melhor amiga.
Tá, não foram todas as vezes que brinquei assim, mas é aí que vejo que minha personalidade "depressiva" e que distorce tudo só porque é legal, vem de muito antes do que eu imaginava.

24 julho, 2007

Casa no Campo


Cada vez mais tenho a certeza de que o que menos almejo na vida é morar em uma mansão, ter o carro do ano, uma televisão de não sei quantas polegadas de não sei que tecnologia. Não quero luxo, nem lixo, como já dizia Rita Lee (ou quem quer que seja que compôs tal música). Respeito quem tenha isso como objetivo de vida, mas na verdade mesmo eu quero mais é ser feliz de outras maneiras, me realizando de outras maneiras (que nem eu sei bem ao certo quais são, mas enfim). E me sinto tão hipócrita falando isso, pois sei que sou mimada, que sempre tive tudo o que precisei, que nunca me faltou nada e bla³.


(...)
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais
Eu quero carneiros e cabras
Pastando solenes no meu jardim
Eu quero o silêncio das línguas cansadas
Eu quero a esperança de óculos
E um filho de cuca legal
Eu quero plantar e colher com a mão
A pimenta e o sal
Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé
Onde eu possa plantar meus amigos Meus discos e livros E nada mais...

11 julho, 2007


A televisão emburrece as pessoas.
Programas que falam sobre a vida pessoal de pessoas famosas; filmes que só fazem mascarar uma realidade podre em que vivemos; comediantes que ganham dinheiro fazendo piadas sobre outras pessoas e muitas vezes simplesmente humilhando-as; o nosso "circo" oficial toda quarta-feira à noite em todos os canais abertos com direito a pay-per-view para quem quiser assistir a mais de um jogo por vez; um gordo chato (ou dois) que não deixa as pessoas falarem e tantas outras coisas.
Como futura jornalista (supostamente) não me dou bem com nenhum tipo de comunicação e isso me assusta, o que farei da vida então? se o objetivo é ganhar dinheiro vou me meter a ser paparazzi e tá tudo certo, ser engajada dá trabalho e exige cérebro, coisa que ando usando de forma precária nesses últimos tempos! hahahah é, é rir pra não chorar.

having serious second thoughts about my future carreer... =T

05 julho, 2007

1 mês


É tão relativo, nem parece, ao mesmo tempo que parece muito mais.
Já te fiz me aguentar chata, chorando, com TPM, estressada, agressiva....enfim, acho que você já me conhece melhor do que muita gente. Agradeço todos os dias por ter te encontrado, por você ter me encontrado, pelas coisas "ruins" que me aconteceram pra me acontecer uma tão boa!
Vamos juntos, de mãos dadas passar por isso e venceremos! xD
(adoro você)²¹²³²¹²³²¹²
my diabetes! .^^ ihihihihih

04 julho, 2007

Morde a língua e morde forte!

Tenho que tomar cuidado com a maneira que expresso as minhas opiniões, andei quebrando a cara quando dizia que não faria tal coisa, que odiava outra e coisa e tal.Por exemplo, sempre deixei bem claro que achava a coisa mais ridícula japa loiro; e adivinhem que cor está meu cabelo nesse exato momento? é, loiro (loiro-pagodeiro pra ser mais exata). Não estou achando a coisa mais linda do mundo, mas não é que até gostei da idéia? É, contradições à parte, sou assim, gosto de falar mal do que não conheço por puro prazer.


obs: cabelo loiro por tempo indeterminado, mas acredito que logo ele ganhe uma cor! xD

29 junho, 2007

Sentido da Vida (?)


Ainda me pergunto, sei que já não faz mais sentido me indagar sobre o sentido da vida, afinal estou entalada nisso até o pescoço, sou condicionada a agir de certas maneiras desde pequena, na verdade não reclamo não, porque é preciso ordem para se viver, ou não seria possível tal coisa. Mas a maioria das coisas que faço são pra agradar (ou desagradar) alguém. Moralismo, hipocrisia tudo me incomoda profundamente, mas sou acomodada e prefiro levar a vida, e aceitá-la como ela é. Admiro quem leva uma "vida alternativa". Rodando o mundo com uma mochila nas costas e arranjando bicos por onde passa, desapegado desse sistema capitalista que nos envolve e nos sufoca. Não há como mudar e ser muito radical (pode ser pior pra mim mesma); mas quero algo diferente, algo que me preencha mais do que isso de estudar pra entrar numa faculdade porque é isso que a sociedade (e meus pais) esperam de mim, queria era um cantinho pra mim, pro meu amor e pra nossa felicidade, sem ter que se preocupar com essas superficialidades de status social, emprego digno do homem. Não quero ganhar uma grande quantia de dinheiro, a quantidade necessária pra eu não passar fome e ter as mínimas condições de vida, sendo feliz é o que importa. Em busca da felicidade sempre estou, mas começo a perceber que a felicidade é acordar todo dia e agradecer por eu estar em minha cama tão confortável, a certeza de um café da manhã e um sorriso da minha família, de ouvir um bom dia todos os dias, da solidão só me pegar porque sou suscetível a isso e me deixo afundar nisso. Aliás, muito disso requer dinheiro, mas não é só isso, há o valor das coisas que não se compra, sim, como esse clichê de os sons dos pássaros, as nuvens no céu, a lua cheia em uma noite quente, a árvore florida no inverno, o abraço de quem se gosta. Afinal a vida é feita de clichês e eu sou mais um clichê que tenta ser diferente. Pelo menos eu tento, e já me orgulho disso. Sei que tenho que tentar mais, ser mais forte, mas é assim que sou, uma explosão de pensamentos desconexos tentando fazer alguma diferença nessa curta vida que tenho.

22 junho, 2007

Orkuticídio

É, me "matei" do mundo virtual, ao menos me engano um pouco...Mas ao mesmo tempo me deu um "vazio" aqui dentro, parece que uma parte de mim está sendo apagada e isso é simplesemente HORRÍVEL, porque me tornei tão dependente de um meio de comunicação tão sem vida como o orkut que agora sinto que não posso mais viver sem, mas já vivi, um dia me acostumo, assim como me acostumei a ficar sem muitas coisas na minha vida.

12 junho, 2007

Dia dos namorados


Não sei bem se é medo, se é receio de me perder em algo que desconheço, mas acabo adotando medidas que tomo como verdadeiras só para não precisar fazer certas coisas. Ando tão encantada com ele que me perco em palavras e acabo me fechando em carrancas mal-resolvidas. Não, não estou dizendo coisas sensatas, mas desde quando se é sensato quando se encontra em estado de graça com alguém?! Gosto de sua companhia, você faz as minhas manhã melhores e menos estressantes. Tá, clichês a parte, gostaria de me entregar com mais profundidade, não criar essas paredes que insisto em levantar perto de quem eu gosto. As minhas palavras acabam sempre soando um pouco tristes demais, mas estou feliz, você me faz feliz e não queria sentir essa vergonha de falar as coisas, mas saiba que mesmo que eu não em expresse verbalmente haverá sempre esse sentimento pulsando em mim.Feliz dia dos namorados! .^^

03 junho, 2007

Incômodo do não incômodo

Sabe aqueles e-mails que mandam em correntes que falam que a gente se acostuma com tanta coisa e não deveria? É o se acostumar com a violência, se acostumar com mortes em vão, se acostumar com tanta coisa que não deveria ser do jeito que são. Como uma informação muda todo um sentimento. Não queria sentir isso assim, é tão covarde e cômodo isso. Talvez, como sempre, eu esteja maximizando os sentimentos e fazendo tudo parecer pior do que realmente é. Mas me incomodou o fato de eu não ter me incomodado antes.

27 maio, 2007

A menina e o banco


Sentada no banco da praça a menina com seus ouvidos ocupados por uma música qualquer observa e é observada. Enquanto muitos estão correndo, fugindo, buscando, ela está e só. Aproveitando o dia frio e ensolarado que tanto gosta. Vê o tempo passar e ela passar pela vida como em um filme sem graça de sessão da tarde. Daqui a pouco chega o intervalo e as pessoas continuam passando, e ela que a cada minuto, a cada música tocada se faz sentir novas sensações, pensa em tudo e em nada.
Pessoas anônimas, sem rosto como ela o é. Cada um tem sua história, cada um possui energias para transmitir. As pombas que ela odeia fazem parte do quadro que é formado como um borrão de cores e uma mistura de sons, cheiros, sabores.
Há o mendigo, o estudante, os que só querem voltar para casa e esquecer que a vida castiga, que a vida só faz maltratar. Um doce, um cd falsificado, artesanatos, óculos escuros. A vontade de continuar ali, naquele banco no meio da cidade, é grande mas ao mesmo tempo assusta. Não há certezas nisso, muito menos na vida.O banco que era iluminado pelo sol já não é mais, quem era mendigo não mais existe e ela continua ali, parada no meio da ventania.

05 maio, 2007

pois é, esse negócio de falar que eu sou carente já deu por hoje, só escrevo isso nesse blog, há!
É, acho que não consigo escrever sobre as coisas boas que me acontecem, como a viagem pra ilha do mel, como conhecer gente nova me fez bem, como entrar em contato com a natureza realmente fez diferença. Como eu mudei (ou não) depois de ver que a vida é mais que passar no vestibular, mas que isso também é importante. Não sei mais o que quero da vida, entrar na UEL, beleza, mas ainda não vejo o sentido nisso tudo e vou vivendo um dia de cada vez, aproveitando o máximo que eu posso, dentro de certos limites.

Moléculas

Antes do Pôr do Sol (Before Sunset - 2004)
Jesse: I feel like if someone were to touch me, I'd dissolve into molecules. (Eu me sinto como se alguém me tocasse, sabe, eu me dissolveria em moléculas.)

E é assim como o Jesse que eu me sinto. Mas eu sinto falta de clichês que nunca tive, de assistir um filme abraçada com alguém debaixo do cobertor comendo pipoca e tomando chocolate quente, de deitar no gramado em um dia de verão e olhar as estrelas, de dormir de conchinha, de ir ao cinema só eu e ele, de me sentir protegida por umas costas mais largas que as minhas...
Carente, pois é, acho que é essa minha natureza.


25 abril, 2007

Tchau que vou pra Ilha do Mel!

Sim, mais uma viagem, mais uma fuga de realidade, quero esquecer de tudo o que sinto (e que não sinto) por aqui. a insensatez de me jogar em uma viagem sem ao menos ter a minha vida resolvida por aqui. Mas o ano passa cada vez mais rápido e vai passar, cada vez mais. O que importa agora, é que ano que vem eu vou estar na UEL, mas devo fazer por merecer e me esforçar para que isso aconteça. Talvez quem veja a minha vida do "lado de fora" ache que eu sou mais do que merecedora dessa vaga, mas eu sei o que faço e o que faço.
Ando tão desligada do mundo, achando que as coisas vão cair do céu, mas até ando diferente por causa disso, ou não. Mudei? não mudei, talvez nunca mude e continue essa menina-mulher que só quer ser notada uma vez na vida por alguma façanha realmente interessante, ou ser notada só por uma pessoa, que eu nem sei quem pode ser.

13 abril, 2007

Poder não é querer


Ando me mascarando, mas de uma maneira positiva, se isso é possível. Nem eu me reconheço no meu modo de agir, mas finjo que tudo mudou pra ver se realmente muda. Rir, gargalhar, não levar nada a sério (nada é relativo), falar "foda-se, tá tudo bem"
A leveza de um andar mais despreocupado e a lerdeza de quem não sabe bem pra onde vai, mas sabe que vai sair do lugar.

24 março, 2007

Tentativa de mudança

Acho que sou assim em tudo, tento mudar mas sem ao menos saber como.Tá, que ninguém sabe o que fazer quando tudo está diferente, mas a diferença é que eu nem tento. Pelo menos é assim que sinto. Blé, muito tempo na frente do pc, tá me fazendo mal! há!

11 março, 2007

Garden State / A Hora de Voltar

Andrew Largeman: You know that point in your life when you realize that the house that you grew up in isn't really your home anymore? All of the sudden even though you have some place where you can put your stuff that idea of home is gone.

Já faz um tempo que assisti, mas me marcou de uma forma muito forte.
Quem assistiu talvez entenda, ou não.
Pra quem não assistiu, fica aí a dica.

28 fevereiro, 2007

Carente


é, pois é.

raiva raiva raiva riav aira vaira ria vai raiv aira vira viara rai raiva riavc riava riavi a

25 fevereiro, 2007

TPM/FDP/FDS/BG?!

TPM: três letras que fodem com a minha vida. É nessas horas que eu soco paredes, choro, tenho ataques de risadas histéricos, amo, odeio, esqueço, lembro de tudo. e quero morrer!
É o sentimento de inutlidade que me persegue como minha própria sombra faz.
Eu que hiper valorizo as pessoas e nada vai corresponder às minhas expectativas. Ser tão carente como sou me causa muitos problemas, inclusive os que me afligem agora. Esqueça o homem, me entristeço agora por não ser a boa amiga que gostaria de ser, de egoísta que eu sou (esqueci de ajudar a ela como ela me ajudou) nada me satisfaz e sinto que sempre as pessoas me privam do que elas podem dar para outros.



.................................................................................... Why do we all end up alone...?!

21 fevereiro, 2007

Acampamento

Ao menos um dia me desliguei do mundo. Parada lá, sentada na pedra no alto da serra, a única coisa que me ocupava a cabeça era a dimensão daquele lugar de como os morros ocupavam lugares que minha vista não mais alcançava, o céu me engolia e mostrou a minha insignificância.
Olhar para o céu e ver o triplo de estrelas do que estou acostumada me fez entrar em um estado de paz, calma e me fez até esquecer de fumar. Sentir o que é não ter recurso da energia elétrica, da água encanada, me faz ver como não damos valor pra nada do que temos. É, acho que ainda "filosofo" muito em coisas que na verdade são simples, mas e daí? vão me julgar? espero que não! Quero falar o que eu senti e é dessa forma que me expresso, se não consigo ser tão simplista e falar um simples: PERFEITO!, acredito que cada um tenha sua maneira de livre-expressão.

07 fevereiro, 2007

Em linhas gerais


Praia com a galera. Bom, tudo muito bom. Mas como já disse anteriormente "o dia-a-dia revela o melhor e o pior das pessoas" ou qualquer coisa que o valha. Enfim, mais uma experiência de conhecimento dos outros e também, porque não, auto-conhecimento. E juro, fiquei com dó de quem teve que aguentar meu mau-humor, tpm, stress, chiliques e coisas similares. Mas falo, os momentos de risadas compensaram, sempre compensam!

18 janeiro, 2007

Sonho e Realidade



Não dormi bem. Tive um sono agitado com pesadelos que pareceram mais reais do que a realidade. Sentimentos que deixo escondido vêm à tona nessas horas. Acordei no mínimo 4 vezes durante a noite, ofegante, com o coração disparado, a boca seca...Pensamentos que me perseguem. Além disso tudo tem a Tpm (maldita). Apesar da consciência de que eram apenas pesadelos, me senti horrível pelo modo como agi e com medo de que na verdade aquilo é o que eu realmente penso sobre as pessoas e sobre as coisas. Fico me perguntando se todos esses sonhos e pesadelos que tenho não são realmente o que eu sou, e não o que eu penso ser conscientemente.

13 janeiro, 2007

Primeiro post do ano


13¤ dia do ano de 2007
Muita coisa e ao mesmo tempo nada aconteceu. Uma virada de ano maravilhosa, cheia de problemas pra planejar, mas que valeu cada minuto passada ao lado de amigos maravilhosos, acho que me apóio muito nessas amizades pra me moldar e às vezes me esqueço que cada um possui vida própria e eu também tenho que ter a minha. Pois tenho então:
Praia com a família, dez dias de areia, ondas, chuva, sol, baralho, louça, roupa...E eu achei que ia me estressar, que não ia conseguir ficar tanto tempo fazendo nada com minha família...Tenho essa tendência a enjoar da pessoas, péssimo, eu sei. O texto parece um tanto quanto "deprê" Mas acho que isso sai meio que naturalmente, assim como as pessoas me falam o quão estressada eu sou, é natural, por mais que esteja feliz, parece que isso transparece com mais força.
Mas 2007 chegou bem pra mim, so far so good.