As relações que tive, as que mantenho, o que me prende, o que me dá forças, o que me distrai, o que me deprime, o que me diverte, o que me faz senti bem, o que me eleva a auto-estima.
Me assustei ao perceber que muitas dessas coisas posso realizar virtualmente.
As memórias estão se tornando virtuais, confiamos tudo à memória do computador agora. Vou começar a fazer um backup no que me resta de cérebro, apesar de todas as parafernálias eletrônicas, ainda quero que o meu cpu humano funcione muito bem daqui un tempos.
queria juntar todos os pedacinhos de lembranças boas que tenho e fazer como se fosse uma coisa só...esquecer do que não foi tão legal assim.
07 maio, 2009
05 abril, 2009
22
e enfim os números engordaram... E apesar da ausência da memória dos outros dias 5, ESSE EU lembrei xD
Falta pouco pra 2 e tanta coisa mudou e tanta coisa aconteceu, mas ainda quero que essas datas se repitam por muitos meses e anos!!!
Não sei "o que vou ser quando crescer", mas sei com quem eu vou estar! =D
E pra sempre vou querer dizer TE AMUITÃO HONEYZÃO!
15 março, 2009
11 março, 2009

desejo de revolução, quero participar de todos os movimentos estudantis do mundo, quero deitar na frente de ônibus para conseguir o passe livre para os estudantes, quero girtar na frente do pinguim para que eles parem com o monopólio na UEL, quero mudar o mundo, ok, tô brincando, o mundo ainda não haha
Tenho um lado revolucionário meio dorminhoco que já já vai me fazer virar uma daquelas pessoas engajadas nas causas estudantis/civis. Há quem fale mal, há quem não compreenda, há quem recrimine.Mas tudo isso além de ajudar a sociedade, vai me fazer bem! Egoísmo? não sei, talvez, mas ao menos é para o bem...
Viva la evolução! hahahaha
06 março, 2009
Cicatrizes e marcas
As pessoas marcam as outras, por vezes até deixam cicatrizes... Aquela amiga do primário com quem se brincou de boneca, o amiguinho do fundamental que tinha uma quedinha por você e você sabia disso, os primeiros meninos dignos de nos fazer besteirinhas como colocar cartas anônimas nos armários de escola, fazer e-mails fakes e no final das contas saber que ele descobriu que era você. Todas essa pessoas fizeram parte da sua vida e deixaram alguma marquinha. Aí eu penso, a tatuagem nada mais é que uma marca que você faz em seu próprio corpo por algum motivo. Foi pensando nisso que comecei a pensar que fazer uma tatuagem que seja em homenagem ao namorado/marido (não o nome, isso não), não é tão loucura assim, afinal essa pessoa te marca de alguma forma, você só resolveu exteriorizar isso. Achei válida essa idéia, porque afinal, por mais que alguns ex virem inimigos mortais, não se pode negar que algo de bom aquela pessoa proporcionou, a tatuagem simbólica é uma forma de lembrar dessa coisa boa, do passado bom.
20 fevereiro, 2009
(in)segurança que se ganha com o passar dos anos

Quando eu era mais nova escrevia coisas "depressivas" e do quanto a minha vida era monótona, sem sentido, sem carinho, sem amor, sem amizade, regada a músicas do tipo Dashboard Confessional e Linkin Park pra gritar pro mundo que eu não estava bem, que o meu pior estado era estar/ser numb (só olhar meu antigo blog pra saber do que eu estou falando).
Precisava de algum sentido na vida, queria fazer piercings, cortar o cabelo, pintar de cores fantasias, fazer tatuagens, me destacar no meio de um bando de pessoas iguais que me rodeavam e eu era obrigada a conviver.
Hoje já fiz tudo isso, tenho vários piercings, meu cabelo já foi de cores e cortes variados, fiz uma tatuagem e sim, sinto que não sou mais aquela, não sou só mais uma. Também não são mais as mesmas pessoas-iguais que fazem parte da minha vida.
Mas uma coisa permanece, continuo perdida, com muito mais caminho percorrido e escolhas feitas, mas as coisas ainda parecem distante pra mim. E o que me confortou foi eu ter lido em um blog de uma pessoa com mais de 30 anos, formada, que ainda espera algo que dê sentido a vida dela, isso de certa maneira me conformou, me fez ver que isso não é uma crisesinha de adolescente (tá, que com 21 anos já não sou mais considerada nenhuma adolescentezinha, mas enfim...)
E vou seguindo, crente de que algumas escolhas que ando fazendo são as certas, mas não vou mais me desesperar se chegar aos 30 e ainda não souber ao certo o que quero. Não vou mais me afetar quando perguntarem a minha idade e depois disso eu falar que ainda estou no primeiro ano da faculdade. Ainda há muito caminho a ser percorrido e muitas mudanças a serem feitas, vou com calma!
18 fevereiro, 2009
novo, de novo
Resolvi começar um blog novo, menos "diário", uma tentativa de exercitar um pouco o que estudo.
Mas aí o mundo digital conspira para que nada dê certo. A conexão da internet que sempre foi ruim, parece que hoje resolveu não funcionar de vez, o notebook que tava dando pra quebrar o galho, tá quase se quebrando, isso sim. Até meu celular resolveu travar (tá, isso não tem nada a ver com o blog). E ainda por cima tenho que me "segurar" pra não escrever assim no outro blog, eu consigo, aqui me liberto! hehe Males da (futura) profissão, escrever o que outras pessoas querem que você escreva, a hora que elas precisam. Estar perdida já virou um estado de espírito, procuro coisas pra me perder nelas. Preciso de uma sanidade, preciso de algo que me guie, já que no mundo real as coisas andam confusa aqui dentro dessa cabeça descabelada (melhor, sem cabelo mesmo), apelo pra um blog, é, quem sabe ele me faça enxergar os caminhos.
Mas aí o mundo digital conspira para que nada dê certo. A conexão da internet que sempre foi ruim, parece que hoje resolveu não funcionar de vez, o notebook que tava dando pra quebrar o galho, tá quase se quebrando, isso sim. Até meu celular resolveu travar (tá, isso não tem nada a ver com o blog). E ainda por cima tenho que me "segurar" pra não escrever assim no outro blog, eu consigo, aqui me liberto! hehe Males da (futura) profissão, escrever o que outras pessoas querem que você escreva, a hora que elas precisam. Estar perdida já virou um estado de espírito, procuro coisas pra me perder nelas. Preciso de uma sanidade, preciso de algo que me guie, já que no mundo real as coisas andam confusa aqui dentro dessa cabeça descabelada (melhor, sem cabelo mesmo), apelo pra um blog, é, quem sabe ele me faça enxergar os caminhos.
16 fevereiro, 2009
04 fevereiro, 2009
por (d)o sol
Sonhei que estava a caminho do pôr do sol, obstáculos e distância. tristeza. a escuridão tomou conta do dia me deixando cega, sentindo os animais a me rondar. As vozes sumiram, as cores se perderam no vazio do preto. A beleza que eu buscava foi ofuscada, não enxergo. não quero ou não posso?
21 janeiro, 2009
Família reunida

A tia de Araraquara ensinou a gente a fazer sushi, a tia de Bebedouro ajudou, a tia de São Paulo deu a palavra final sobre o sabor, a minha vó de Londrina fiscalizou.
Tias-avós, avó, primos, primos de segundo grau, sabe que nem sei o nome de ninguém, e se sei o nome não sei quem de fato a pessoa é. Família ê, família ah...
08 janeiro, 2009
Desapego

P:"você não tem apego nenhum, né Denise?"
R: Cabelo é cabelo, faz muita diferença sim, mas não deveria ser o essencial. Prefiro ficar careca do que carregar um monte de matéria morta, queimada e sem cor.
"Até o nosso sobrinho já tem o padrão da sociedade como guia, mulher é aquele ser de cabelos longos e voz fina, homem é quem tem cabelo curto e voz grossa" - comentário da minha irmã em relação ao meu sobrinho de 2 anos ficar claramente incomodado com o fato de eu ter raspado a cabeça.
Raspei a cabeça. O final de tudo, o que me restou para tentar chocar uma vez mais a todos! hahaha
18 dezembro, 2008
Todo final de ano a mesma coisa

Gosto disso de fazer uma retospectiva ;)
Finalmente comecei a cursar a faculdade, não a que eu queria, não aonde eu queria, mas tá, aprendi a me desapegar de nomes, de idealizações. Novos dons, novos ares, novas pessoas para se aprender a conviver. Depois de perceber que não era o mundo que não me compreendia, mas que eu é que devia mudar, as coisa melhoraram um pouco. Trabalhei feito louca por alguns dias, fiquei de exame em uma matéria, fiz vestibular pela trigésima vez. Aprendi a ser mais independente, menos influenciável. Mais um sobrinho de coração nasceu, mais amizades foram fortalecidas. Algumas coisas não mudam, como o fato da tpm me f**** a vida um mês sim, outro não.
Mas sabe aquilo de moral da história? acho que a desse ano é: O mundo muda, as coisas mudam. Uma bosta, ou não.
19 novembro, 2008
Escolhas erradas(?)
É frustrante. Fiz escolhas baseadas em alguns fatos, fatos deveriam ser fatos, mas eles estão mudando, passam a ser expectativas, promessas, planos que eu irei conscientemente negar, não por não querer, mas já fiz minhas escolhas, achei que era a única opção, agora outras portas se abriram, mas já não posso mais alcançá-las...
11 novembro, 2008
sábias palavras
"A Denise é o Fernando Henrique e o Ivan, a Ruth Cardoso".
A definição é da minha mãe, explicando para o meu pai o que os filhos caçulas resolveram prestar no vestibular esse ano.
A definição é da minha mãe, explicando para o meu pai o que os filhos caçulas resolveram prestar no vestibular esse ano.
05 novembro, 2008
5 de novembro

(remember, remember the 5th of November...)
Gosto de fazer aniversário, não pra ganhar presentes (não só isso pelo menos), mas eu sinto que esse fica sendo um dia meu, especial, o dia em que minha mãe me pariu, talvez ao acaso mas que faz a diferença na minha vida...
um dia compartilhado com muitas outras pessoas, é verdade, mas não me tira o mérito de eu escolher esse dia pra me sentir importante. O mesmo dia 5 em que eu completo 1 ano e 5 meses de namoro, o dia que foi instituido o dia nacional do designer e o famigerado 5 de novembro do filme V de Vingança.
O dia 5 de novembro que eu mais trabalhei na minha vida inteira (até hoje). e essa experiência toda de virar vendedora/"dona" de negócio tá sendo legal até. ao menos vou dar mais valor às pessoas que trabalham nesse ramo, o negócio é trash mesmo! ahhaha
enfim, 21 anos e finalmente algum tipo de responsabilidade que me leva aos meus limites físicos e psicológicos....
29 outubro, 2008
Mundar a vida(?)
A conversa no meio da tarde ele lá fumando um, eu aqui tomando uma(s). A hora em que a vontade de viver estava baixa, mas não havia a vontade de morrer. O amor está presente, muito bem. Mas falta algo, ainda não me encontrei. Incentivos para fazer o que quero, o que desejo. Medo, insegurança, comodidade. É, me conformo com a vida que tenho por aqui, com muitos amigos, com um namorado maravilhoso, mas ainda me falta algo.
16 outubro, 2008
Sobre os manés dessa vida

Que ninguém leva estudante de jornalismo a sério já tinha percebido, mas ficar com gracinha e tirando sarro da gente, isso me deixou puta da cara. Um mané qualquer, que nem jornalista é, trabalha na parte comercial ou sei lá o que e quis se mostrar superior. Ma - né!
E outro mané se encontrava no estúdio (no mesmo lugar citado acima), nosso querido "Tio Bila"! É por uma pessoa assim que eu anulei meu voto, mas o medo dele vencer a eleição e fazer merda nessa cidade de novo me faz dar meu voto pro outro mané que tá concorrendo com ele.
Ir para o cursinho, cheia de vontade *anrã*, e uns manés ficarem conversando durante a aula inteira, umas meninas ficarem rindo de tudo e fazendo gracinha pra professor e professor mais mané ainda que fica fazendo piadinha sem graça. Tudo mané!
Pedreiro que fica escutando música (de qualidade duvidosa) alta no quintal da sua casa e ainda por cima fica bisbilhotando. Mané.
Colegas de sala que acham que tem liberdade para ficar perguntando certas coisas da sua vida. Mané!
Professora que acha que a vida gira em torno da matéria dela. Mané!
o da foto é inquestionável...jackass...os caras mais manés dessa vida, mas pelo menos a gente ri de tamanha idiotice.
05 outubro, 2008
O dia em que anulei meu voto

Caminhando, despertava os olhares de quem passava por mim. Os cabelos, sempre os cabelos. Não demorou muito, os fones me isolando do mundo, ouvindo só o que queria. Cheguei, mais olhares, a cabeça estava pesada, cansada, pensando no que iria fazer mesmo quando chegasse naquela pequena sala em que se encontraria umas duas ou três pessoas e uma máquina aguardando para que eu digitasse um número válido, qualquer coisa que começasse com 13, 45, 50, 69, sei lá. Apareceria uma foto do candidato, sorrindo com aquela cara de político. A sujeira na rua me incomodou, pensei "não vou votar em cadidato que eu ver santinho jogado por aí". Fato: vi um de cada candidato, faltaram um ou dois, mas que não ganhariam meu voto de qualquer forma. Vereador, hein? quem? bosta, não sei o número de nenhum candidato. Pensei em tirar na sorte e votar no primeiro número de vereador que me aparecesse, mas não, menos digno ainda.
Anulei meu voto. Não, eu não tenho sentimentos anarquistas, não espero mudanças através desse meu ato, uma revolução, foi pura e simplesmente porque não tinha a mínima noção em quem votar.
Mas mesmo assim, quando saí da sala de votação, um sorriso quase involuntário surgiu em meu rosto, coloquei os fones de volta e me coloquei a caminhar de volta para casa.
alienação, burrice, ato idiota, falta de engajamento político, burrice, cegueira.... tanto faz, talvez seja tudo isso mesmo...
22 setembro, 2008
Memórias

a partir de fotos, cheiros, comidas, toques, texturas, músicas, sons, sensações. A memória da vida gravadas em outras coisas. Há lembranças que não se sabe se elas existem mesmo ou só estão gravadas ali por causa de uma foto. cheiros que sopram no ar, nos remetendo a lugares da infância. as músicas, as mais óbvias lembranças de algo. Tentaram me convencer que o déja-vu é um lapso na liberação de substâncias do cérebro ou qualquer coisa do tipo. ok, prefiro ficar na minha percepção fantasiosa de que esse sentimento é mágico mesmo, sensações de vidas passadas, talvez. não me tirem a alegria de fantasiar. não retirem de mim as fotografias mentais que tenho de tudo.
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